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quinta-feira, 29 de abril de 2010

MONTE DE PROGRESSO CONTRA A NATUREZA




MONTE DE PROGRESSO CONTRA A NATUREZA

Adeus Paulo Afonso
Adeus Sete Quedas
Adeus as quedas do Xingú Belo Monte
Cascatas de choro neste novo século
Agora atingem a floresta amazônica
Para em Pará a natureza molestar
Tudo por causa do maldito progresso
Vidas que não foram descobertas
Já serão cobertas pelas águas
Energia estúpida
Que a seca acabe com o desejo de seus recordes
Em vão sabe-se que nada valerá nossa luta
Contra empresas que movem milhões
“Ecológica hidrelétrica que não trará problemas a região”, eles afirmarão
Com qual convicção?
“Em cima de nossos estudos” – diz este absurdo
Que fizeram o melhor projeto
Monte de concreto
Monte de excremento energético.
Resta adaptar uma canção tradicional e lamentar
Por causa de mais uma usina da destruição:

What have they done to the Forest?
Just a little Indian standing in the Forest,
The gentle forest that lives for years,
And the forest is gone, the Indian disappears, and the rain keeps
falling like helpless tears,
And what have they done to the forest?


Trecho adaptado da canção “What Have they Done to The Rain?”, escrita por Malvina Reynolds e interpretada pela cantora Joan Baez no álbum Joan Baez in Concert, Vanguard 1962.

Tradução:
“O que foi feito da floresta?
Somente um índio parado na floresta,
Aquela majestosa floresta que garantia a vida por anos,
E agora, a floresta se foi e o índio desapareceu, e a chuva parece
cair como tristes lágrimas.” (Adaptação da canção de Malvina Reynolds)

By Roger LS – Sobre a polêmica hidrelétrica de Belo Monte, no Xingú – Pará.
Abril de 2010.

Monte de Progresso II

Para garantia do progresso desta nação
mais uma estúpida idéia da nossa organização.
Nova hidrelétrica do atual desgoverno
No intuito de acabar com a vida de quem ali vive.
Não aceitar referendos derrota o direito de Liberdade,
opinião repreendida
Floresta a ser destruída.
Com uma política altruísta
Planos ruidosos na calmaria da mata
A tudo mata.
Pobre índio que se diz destemido
Porém, sabem pela sua grandiosa sabedoria
Que o homem branco do progresso
Do mal é um grande arquiteto.
Alguns indígenas decretam estar em pé de guerra
Mas esta coragem para eles será como uma miragem
O monstro de concreto ao erguer-se
Tudo engolirá
Florestas, terras indígenas, povoados ribeirinhas, fauna desconhecida,
Animais sem tempo para a fuga, paraíso ecológico na derrocada
Domado por um lago
Procurar ajuda aos deuses da floresta
Amenizaria a tristeza do beija-flor?
E o nosso Deus – criador daquela região
O que pensa?
Belo Monte montará na região
Águas da destruição
Entristece o Xingú: perda de vazão
Paraíso perdido
Para o todo e sempre – infelizmente.

By Roger – Abril 2010.

3 comentários:

não abandone seu melhor amigo disse...

É isso ai meu amigo, uma triste realidade. Comentei sobre o mesmo assunto no meu blog. Quanta estupidez, quanta ignorância?
Quando é que eles irão parar?
Só quando a última árvore tiver sido derrubada.

estela disse...

Oi Roger... Me comovi com as suas poesias em defesa da Natureza; e que desta vez, infelizmente, mais uma vez será "retalhada" em "nome do progresso"...
E você soube expressar bem a indiferença dos inescrupulosos governantes do nosso imenso e belo Brasil, para com os sofridos apelos do pobre povo indígena, que habita em Belo Monte. É mais uma FERIDA da Terra que clama aos céus...
"Pobres índios!" "Pobre Natureza!"
"Pobre Criador!"

Valrita disse...

Rogério... Parabéns pelas poesias! Ambas descrevem a indignação de algumas pessoas que ainda tem escrúpulo, e que sentem amor pela natureza. Nós sabemos que barrar esse novo projeto, é: "utopia"; infelizmente sempre são os mais fracos que saem perdendo; o progresso fala mais alto! A Natureza está chorando em Belo Monte, juntamente com seu humilde povo indígena. O homem só vai parar, quando for tarde demais, para parar...
Um abraço, eu te amo! Mãe